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Framework SkilLab

Culture Sprint: ciclo de 5 semanas para mudar cultura (Case SPIC Exploding Feedback)

Provocação · Prática · Ritual · Evidência · Compromisso

Culture Sprint é um framework SkilLab para mudanças culturais em janelas de cinco semanas. As cinco fases (Provocação, Prática, Ritual, Evidência, Compromisso) montam um arco curto o bastante para sustentar atenção e longo o bastante para fixar comportamento. Maior que 5 semanas, a empresa esquece; menor, a mudança não pega.

Diagrama do framework Culture Sprint: ciclo de 5 semanas para mudar cultura (Case SPIC Exploding Feedback)

As cinco fases

Semana 1 · Provocação. O time reconhece publicamente o comportamento indesejado. Sem nomear, sem mudar. SPIC usou cartas com afirmações desconfortáveis: “neste time, feedback honesto custa caro”.

Semana 2 · Prática. Mecânica que força tentar o novo comportamento, mesmo desconfortável. Cartas de “obrigatório dar feedback ao colega à esquerda em 30 segundos”. Sem prática, a provocação não vira ação.

Semana 3 · Ritual. Repetição vira hábito. A mesma mecânica acontece todo dia ou toda semana, no mesmo formato, no mesmo horário. Repetir é mais difícil que iniciar, mas é onde a cultura se forma.

Semana 4 · Evidência. Marcos observáveis do novo padrão são coletados e expostos: vídeos curtos, depoimentos, métricas leves. Sem evidência, o time duvida que mudou.

Semana 5 · Compromisso. Artefato público que sobrevive ao fim do sprint: carta de compromisso afixada na sala, ritual incorporado à agenda mensal, métrica integrada ao OKR. Sem compromisso, o sprint volta ao baseline em 90 dias.

Como aplicar

Culture Sprint pede sponsor visível das cinco semanas. Sponsor que aparece só na abertura e no fechamento sinaliza ao time que a mudança é teatro. Idealmente, o sponsor participa de uma carta-provocação na Semana 1 e uma evidência na Semana 4.

Cases que aplicam Culture Sprint

Case SPIC Exploding Feedback: programa de 5 semanas combinando cartas físicas e ação online/offline para destravar cultura de feedback.

Posts relacionados

  • REAL, para validar se cada fase atende critério de transferência.
  • FLEX, para o desenho neurocientífico da fase Prática.

Quando usar

  • Cultura de feedback travada que precisa destravar rápido.
  • Comportamento organizacional específico que a liderança quer trocar (silêncio reunião, atraso, falta de iniciativa).
  • Lançamento de novo valor cultural que precisa de prática antes de virar slogan.

Quando NÃO usar

  • Transformações estruturais (M&A, reorg, mudança de modelo de negócio).
  • Cultura geral da empresa, Culture Sprint é cirúrgico, não amplo.